As ancoragens são elementos estruturais concebidos para transmitir esforços de tração para as camadas profundas e resistentes do terreno. Na GroutingPro, aplicamos as técnicas mais avançadas para garantir a segurança e a estabilidade de taludes, muros de contenção e estruturas subterrâneas.
Conheça os principais tipos de ancoragem que executamos:
Utilizadas temporariamente durante a fase de escavação e construção de uma obra. Têm geralmente um tempo de vida útil inferior a dois anos e são ideais para garantir a estabilidade de contenções periféricas até que a estrutura definitiva (como as lajes de um edifício) assuma o esforço.
Concebidas para fazer parte integrante da estrutura final, com uma vida útil superior a 50 anos. Estas ancoragens recebem um tratamento especial contra a corrosão (normalmente através de bainhas de proteção e caldas de cimento específicas), sendo essenciais em obras de arte, estabilização de encostas e reforço de barragens.
Passivas (Pregagens/Soil Nailing): O varão de aço é selado no terreno e só entra em carga quando o solo começa a deformar-se. É uma solução económica para estabilização de taludes.
Ativas: O varão é tensionado mecanicamente logo após a cura da calda de cimento, aplicando uma força de compressão imediata sobre a estrutura.
Utilizadas quando são necessárias capacidades de carga muito elevadas. Em vez de um único varão, utilizamos um feixe de cordões de aço de alta resistência. São a solução ideal para grandes contenções de terras e ancoragens de grande profundidade.
Execução de ancoragens ativas ou passivas para contenção de estruturas, ancoragem de muros ou estabilização de taludes, garantindo a transferência de carga através de um bolbo selado no terreno.
Perfuratriz: EGT 710. A sua cinemática de mastro permite perfurações em variadas inclinações e posições confinadas.
Central de Injeção: Clivio T100 ETA. Composta pelo Turbo-Misturador TM260, Agitador A500 e Bomba Triplex T100 para injeções estáveis de alta pressão.
Armadura: Feixe de cabos de aço de alta resistência ou barras roscadas especiais.
Proteção: Bainha corrugada em PEAD para o comprimento livre (ancoragens temporárias ou permanentes).
Calda de Cimento: Preparada no misturador TM260 com relação A/C entre 0,40 e 0,50, visando resistências superiores a 30 MPa.
Centralizadores e Tubos de Injeção: Espaçadores para o cabo e tubos de injeção (se injeção repetitiva tipo manchete for necessária).
Fase A: Posicionamento e Perfuração
Instalação: A EGT 710 é nivelada com os seus estabilizadores. O mastro é inclinado conforme projeto utilizando o sistema de pistões hidráulicos e a mesa rotativa.
Perfuração: Realizada preferencialmente com revestimento recuperável em solos instáveis para garantir a integridade do furo.
Cabeça de rotação: Utiliza-se a 1ª velocidade para perfuração de diâmetros maiores ou através de obstruções.
Limpeza: Lavagem constante através da adução de 2" da máquina, que suporta até 50 bar de pressão de serviço.
Fase B: Instalação da Armadura
Montagem: O tirante é preparado com o comprimento livre (protegido) e o comprimento de selagem (bolbo).
Introdução: O feixe de cabos é introduzido no furo (ou interior do revestimento) com auxílio do guincho de 1500 kg da M40.
Fase C: Injeção com Clivio T100 ETA
Bainha Primária: Preenchimento do furo com calda preparada no TM260. A bomba Triplex T100 garante um fluxo contínuo e sem pulsações.
Injeção do Bolbo: Após a colocação da armadura, injeta-se a zona de selagem. Se o projeto exigir injeção tipo manchete, utilizam-se pressões de 1 a 3 MPa (10 a 30 bar) para expandir o bolbo no terreno.
Recuperação do Revestimento: A EGT 710 utiliza a sua força de extração (Pull up) de 5500 kg para retirar os tubos de revestimento enquanto se mantém a pressão de injeção se necessária.
Fase D: Cabeça de Ancoragem e Tensionamento
Montagem da Cabeça: Instalação da placa de repartição, cunhas e bloco de ancoragem.
Ensaios e Tensionamento: Após a cura da calda, realizam-se os ensaios de tensionamento definitivo com macacos hidráulicos de tração.
Rádio Controlo: O operador da EGT 710 mantém-se em posição segura, monitorizando a pressão de injeção e o torque de perfuração no visor LCD.
Gaiola de Segurança: Obrigatória durante todas as fases de rotação conforme a norma UNI EN 16228.
Registos: Devem ser anotados os volumes de calda (pelo número de ciclos do TM260) e a pressão final de selagem atingida pela Clivio T100.