Realizar o tratamento prévio do maciço rochoso através da injeção de calda de cimento para selagem de fendas, interrupção da percolação de água e consolidação estrutural da rocha, garantindo a segurança durante a fase de escavação e evitando deslizamentos ou inundações da frente.
Perfuratriz: EGT 710. A sua compacidade (1500 mm de largura) é ideal para trabalhar no interior de túneis. O rádio controlo IMET permite ao operador posicionar-se fora da zona de risco de queda de blocos.
Central de Injeção: Clivio T100 ETA. Utiliza o Turbo-Misturador TM260 para garantir uma calda ultra-homogénea e o Agitador A500 para manter a produção contínua. A Bomba Triplex T100 fornece a estabilidade de pressão necessária para vencer as fendas da rocha.
Materiais:
Betão projetado (shotcrete) e malha eletrosoldada para o selo frontal.
Cimento (normalmente CEM I 42.5R ou 52.5R para maior penetrabilidade).
Aditivos aceleradores (se necessário para conter fluxos de água massivos).
Fase A: Preparação e Selagem da Frente (Selo de Proteção)
Instalação da Malha: Fixação de malha eletrosoldada em toda a frente de escavação do túnel.
Aplicação de Betão Projetado: Projeção de uma camada de betão sobre a malha.
Função: Este selo estabiliza a frente durante a perfuração e atua como uma "parede de contenção" para a injeção. Caso ocorra uma percolação de água anormal durante o furo, o betão projetado permite selar o furo e conter a pressão sem colapsar a frente do túnel.
Fase B: Perfuração com EGT 710
Posicionamento: A EGT 710 é posicionada frente à zona a tratar. O mastro modular é ajustado para as coordenadas de projeto.
Execução dos Furos: Perfurações de 6 a 12 metros de profundidade. Quando o fluxo de água assim o exige, é utilizado um preventer de forma a controlar o fluxo de saída de água.
Espaçamento e Sequência: Os furos são espaçados estrategicamente ao longo da frente para evitar a comunicação hidráulica (ligação) entre furos adjacentes.
Sistema de Rotação: Utiliza-se a 1ª velocidade da cabeça de rotação para garantir o torque necessário na rocha (1501daNm).
Fase C: Injeção com Clivio T100 ETA
Sequência de Injeção: Realizada furo a furo, de uma extremidade da frente do túnel para a outra.
Critérios de Paragem: A injeção de cada furo continua até que se atinja um dos dois limites:
Pressão de Projeto: Atingir a pressão manométrica definida (ex: 3 MPa ou 30 bar).
Volume Máximo: Atingir o volume de calda limite estabelecido para aquele furo.
Tratamento de Furos com Absorção Elevada:
Se a injeção parar por atingir o volume máximo sem atingir a pressão requerida, o furo é interrompido.
Período de Espera: Aguarda-se um intervalo de 8 horas para a presa inicial do cimento nas fendas maiores.
Reinjeção: Retorna-se ao mesmo furo e injeta-se com uma calda mais fluida (mais fraca) até que a pressão de projeto seja finalmente atingida, garantindo a selagem das microfissuras residuais.
Gestão de Pressão: A bomba T100 permite manter pressões elevadas de forma constante, essencial para empurrar a água para fora das fendas da rocha.
Controlo Remoto: O visor LCD no comando da EGT 710 permite monitorizar a inclinação exata de cada furo de 12 metros, garantindo que o "leque" de consolidação cobre toda a periferia do túnel.
Qualidade da Calda: O turbo-misturador da Clivio evita a formação de grumos que poderiam dar falsas leituras de pressão ao entupir a entrada do furo em vez de penetrar na rocha.
Registo rigoroso de Pressão vs. Volume por cada furo.
Mapeamento das zonas de maior absorção para ajuste da fase seguinte de escavação.
Monitorização de possíveis ressurgências de calda ou água pelo selo de betão projetado.