Definir as diretrizes para a execução de microestacas destinadas a reforço de fundações, contenção de taludes e estabilização estrutural, otimizadas para a utilização da perfuratriz EGT 710.
2.1 Equipamento Principal: EGT 710
Motorização: Deutz TCD 3.6 Stage V (136 HP / 100 kW).
Sistema de Perfuração: Cabeça rotativa da EGT 710 com 2 velocidades e torque máximo de 1501 daNm.
Sistema de Garra: Mordaça dupla (Double Clamp) com diâmetros de aperto entre 76 mm e 260 mm.
Auxiliares: Guincho hidráulico de 1500 kg para manuseamento de armaduras.
2.2 Materiais
Armadura: Tubo metálico estrutural ou barra maciça roscada (tipo GEWI / Dywidag) em aços B500B ou S460.
Calda de Cimento: Composição típica com relação Água/Cimento entre 0,40 – 0,55, visando uma resistência de 25 – 40 MPa.
Topografia: Marcação de eixos com tolerância de posição de ±5 cm e inclinação ≤ 2%.
Estabilização da EGT 710: Nivelamento obrigatório através dos 4 estabilizadores hidráulicos.
Verificação de Serviços: Confirmação de ausência de infraestruturas enterradas.
O método será adaptado ao terreno através da cabeça de rotação da EGT 710:
Solos Arenosos/Instáveis: Rotação com circulação de água/lama (utilizando a adução de 2" da máquina).
Rocha ou Solos Compactos: Roto-percussão (DTH) com ativação do lubrificador de linha integrado de 8,5 litros.
Parâmetro Técnico: Utilizar a 1ª velocidade (1501 daNm / 44 rpm) para diâmetros próximos de 250 mm em terrenos duros.
Lavagem: Circulação de fluido até a remoção total de detritos, aproveitando o curso útil de 2300 mm para limpeza eficiente por troços.
Armação: Instalação de centralizadores a cada 1,5 – 3 m para garantir o cobrimento uniforme.
Verticalidade: Monitorização em tempo real através do LCD do rádio controlo IMET.
Nesta fase inicial, o objetivo é apenas preencher o espaço anelar entre a armadura e o terreno.
A pressão é quase nula: Utiliza-se apenas a pressão necessária para fazer a calda subir (vencer a coluna hidrostática).
A maioria das especificações indica que esta fase deve ser feita por gravidade ou com pressões residuais de 0,1 a 0,5 MPa.
Aqui a pressão de injeção pode atingir 1 a 3 MPa,, mas apenas se o projeto exigir o aumento da capacidade de carga por atrito lateral (injeções por manchete).
Solo Arenoso: A pressão serve para forçar a calda a penetrar nos poros do solo, criando um "bolbo" de ancoragem.
Rocha: Serve para preencher fissuras e garantir o travamento mecânico.
Registos: Elaborar o boletim de execução com: profundidade final, volume de calda, pressão de injeção horarios de inicio e fim da perfuração e da injeção.
Segurança: Uso obrigatório de EPIs e operação exclusiva via rádio controle fora do raio de alcance de partes rotativas.
Proteção Coletiva: Manter a gaiola de segurança ativa conforme UNI EN 16228 durante toda a operação.